Diagrama de causa-efeito – Ishikawa – 06

Escrito por Pedro Mello

12 de junho de 2020

diagrama de ishikawa - causa e efeito - espinha de peixe

Série Ferramentas da Gestão

Diagrama de causa-efeito – Ishikawa

(Este tema é tratado na Aula 21 do nosso Curso Online – Formação de Analista de Processos)

O que é:

  • Também conhecido como diagrama de “Causa e Efeito”, “6M” ou “Espinha de Peixe”, o Diagrama de Ishikawa é uma técnica visual, para auxiliar na melhoria da qualidade, identificando dispersões e causas de problemas no negócio.
  • O diagrama foi desenvolvido com o objetivo de representar a relação entre um “efeito – (problema)”, com suas possíveis “causas”. Esta técnica é utilizada para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo, a respeito das possíveis causas que contribuem para um determinado problema.

Origem:

Criado por Kaoru Ishikawa – um dos pioneiros da Qualidade Total. Inicialmente foi utilizada com sucesso nos estaleiros da Kawasaki. Se popularizou, para além do Japão, a partir dos anos 1960.

Aplicação: 

  • Visualizar as causas principais e secundárias de um problema (efeito)
  • Ampliar a visão das possíveis causas de um problema, enxergando-o de maneira mais sistêmica e abrangente
  • Recurso auxiliar, na definição de melhorias nos processos

diagrama de ishikawa - diagrama de causa e efeito - espinha de peixe
Imagem representativa da Espinha de Peixe – Diagrama de Ishikawa

Como se usa: 

Ele consiste em uma linha principal que se desdobra em outras seis (ou mais) linhas secundárias, em um aspecto similar ao de uma espinha de peixe.

Na ponta da linha principal do diagrama, deve ser descrito o problema, que será investigado pela técnica Ishikawa.

Geralmente os problemas não acontecem devido a uma única causa. Em razão disso, no diagrama de Ishikawa, as linhas transversais são as seis (prováveis) categorias de “causas de problemas”, que podem ter contribuído para o problema investigado.

Todas essas categorias são palavras que se iniciam com a letra M, razão pela qual o diagrama de Ishikawa é às vezes chamado de 6M:

  • Máquinas: que são os equipamentos empregados na operação
  • Medidas: que são as causas relacionadas a decisões tomadas
  • Mão de obra: que são as pessoas envolvidas no trabalho
  • Método: que é a forma utilizada para execução do processo de trabalho
  • Material: que são os insumos e matérias-primas utilizados para a produção
  • Meio ambiente: que é o contexto e o espaço em que o trabalho é realizado

Algumas organizações acrescentam mais categorias, como:

  • Missão: Indefinição ou falta de clareza da missão da organização
  • Manutenção: Pode se referir a chão de fábrica, ou no caso de serviços, pode referir-se a metodologia ultrapassada, sistemas obsoletos, sites desatualizados
  • Management (Gestão): Modelo de gestão inadequado para a organização, ou que carece de aprimoramentos

Em cada uma das linhas que representam essas categorias, são listadas possíveis causas e até sub-causas, que podem ter contribuído, ou contribuem, como promotoras do problema.

Nota: Nem todas as categorias precisam ser preenchidas na hora de configurar o diagrama, pois para determinados problemas e determinadas organizações, alguns itens podem não se justificar no diagrama.

Sequência – no uso:

  1. Definir e registrar o problema, de forma objetiva, precisa e bem clara para todos que vão utilizar a ferramenta.
  2. Traçar a linha principal e as outras seis linhas transversais, com as categorias de causas (eventualmente se pode acrescer outras categorias – use a flexibilidade).
  3. Listar as possíveis causas. A sugestão e usar a técnica JAD (aula 10 – do Curso Gestão de Processos) convidando pessoas de diferentes áreas, que tenham relação com o processo, e que possam contribuir para uma discussão aberta e rica sobre o problema.
  4. Visualizando-se a(s) causa(s) do problema, torna-se possível entender e definir a sua possível solução, ou plano de ação, correspondente à solução.

Benefícios do uso:

  • Rapidez no tratamento e solução de problemas
  • Aperfeiçoamento de processos, pela correção de falhas, com segurança
  • Fomento ao pensamento criativo
  • Facilidade de visualização dos temas tratados
  • Eficiência na investigação e análise dos processos
  • Objetividade, que consegue transmitir informação com muito mais transparência, eficiência e clareza
  • Aumento na capacidade de análise
  • Auxílio, a cada envolvido com o processo, na compreensão do seu papel no todo, evitando que as responsabilidades por um erro sejam empurradas de um setor para o outro

Este texto é apenas um resumo do Tema, para proporcionar uma breve ideia do seu conteúdo. Caso você queira se aprofundar mais no assunto e aprender o passo a passo de como implantar BPM efetivamente, confira o conteúdo do nosso Curso Online – Formação de Analista de Processos

Cordialmente,

Pedro Mello   ./

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Minha vocação é transmitir experiências, melhores práticas, conceitos e vivências em BPM – Gestão de Processos. Atualmente com centenas de alunos formados em Gestão de Processos e uma vida profissional dedicada ao conhecimento nesta área, continuo na missão de capacitar as pessoas.